sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Hoje é Natal na Legend Music & Bar!

El cabrón Wander Wildner y sus Comancheros se apresentam hoje na festa de Natal da Legend Music & Bar. Acompanhado por Jimi Joe (guitarra), Milton Sting (baixo) e Marcelo Scherer (bateria), Wander mostra suas novas canções e seus clássicos num show para esquentar ainda mais a noite de Santa Cruz.



Verbete obrigatório da enciclopédia virtual do rock desde que era cantor dos Replicantes nos anos 80, Wander Wildner estreiou sua carreira solo em 1996 com o album “Baladas Sangrentas” produzido por Tom Capone, nascendo ali o punkbrega - estilo em que mistura as influencias da jovem guarda com o punkrock - e onde canta algumas musicas em “español selvagem”.

Roqueiro punk folk capaz de impressionar beberrões de uísque barato que batem o pé em bailões do interior do país ou adeptos de alt-rock que rebolam sua modernidade nas festinhas blasés das capitais. Sua música de culto tem todos os elementos para fazer sucesso popular. Um sujeito apaixonado e visceral que vive em conflito (e quem não vive?). O que faz dele um artista pop é o dom de transformar os próprios conflitos em sons e versos diretos e pungentes. Ele faz música com muita facilidade e, sobretudo, com muito coração. É um sujeito irracional, e isso é um elogio, pois é irracional na hora de fazer arte. Wander se expõe em tudo o que faz, que se define em cada verso. Ou, para facilitar ainda mais as coisas, em cada título. Pode-se dizer que ele é um garoto solitário, meio-hippie-meio-punk-meio-rajneesh, cuja vida oscila entre anjos & demônios, mas que ainda acredita em milagres. É do tipo que segue no ritmo da vida, e nada pode descrever com tanta exatidão este roqueiro que gosta de transformar os conflitos em canções simples, feito um legítimo punk. Compositor por instinto, e a veia instintiva talvez essa seja sua maior marca, ele é capaz de fazer versos como “meu cachorro Vênus foi roubado / fiquei um pouco preocupado” ou “dois por dois mede o quarto da empregada / para mim ele vale muito / para outros não vale nada” soarem como pura poesia. Poesia em estado bruto, diga-se. Coisa de roqueiro que gosta das coisas simples.

Os shows de Wander Wildner são capazes de despertar os mais viscerais e simplórios dos sentimentos, aqueles que autorizam a sair escrevendo clichês, relembrar amores desfeitos ou as memórias da infância, sacar de um lencinho pra secar as lágrimas. E sentir-se bacana com isto tudo. No repertorio do show ele reúne os clássicos de sua carreira e novas canções.

O Blog da Legend selecionou algumas canções para você ir aquecendo a voz para hoje a noite.


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